Political Group Memberships
Voting Statistics
Group Alignment
How often this MEP votes with their political group majority.
Rebel Subjects
Topics where this MEP most often breaks with their political group.
Procedures
70 votesResolution on the polarisation and increased repression in Serbia, one year after the Novi Sad tragedy
Demand Serbia conduct transparent investigation into the Novi Sad tragedy and end repression of protesters, journalists, and opposition.
Institutional consequences of the EU enlargement negotiations
Reform EU institutions by adjusting composition, decision-making, and budget governance before further enlargement.
Discharge 2023: EU general budget – European Council and Council
Demand full transparency from the Council regarding budget implementation and decision-making processes.
Resolution on the Second World Summit for Social Development
Demand that the Commission and Member States implement the European Pillar of Social Rights with investments in poverty reduction and carbon neutrality.
Resolution on the situation in Afghanistan: supporting women and communities affected by the recent earthquakes
Demand the lifting of restrictions on women's access to education, healthcare, and humanitarian work in Afghanistan.
Written Explanations
Written explanations of vote submitted after plenary sessions.
Resolution on the EU position on the proposed plan and EU engagement towards a just and lasting peace for Ukraine
Abstive‑me na resolução sobre a Ucrânia, porque o texto ignora os graves casos de corrupção recentemente investigados pelas autoridades ucranianas, que revelam riscos concretos de má utilização de fundos públicos e de assistência internacional, incluindo a proveniente da União Europeia. As operações conduzidas pelo Gabinete Nacional de Combate à Corrupção da Ucrânia e pela Procuradoria Especializada Anticorrupção expõem esquemas de subornos e lavagem de dinheiro que atingem valores de dezenas ou mesmo centenas de milhões de dólares, demonstrando que não existe atualmente um nível adequado de escrutínio, transparência ou controlo sobre a forma como a ajuda externa é aplicada. Continuar a aprovar resoluções que reforçam o apoio financeiro sem condicionalidade e sem mecanismos robustos de auditoria é irresponsável e mina a confiança dos cidadãos europeus. A resolução insiste ainda em compromissos de segurança equivalentes ao artigo 5.º do Tratado do Atlântico Norte, ultrapassando o mandato da União e arrastando‑a para obrigações de defesa coletiva que muitos Estados‑Membros não podem assumir. A paz deve ser alcançada por via diplomática. Porém, sem verdadeira responsabilização e sem garantias reais de boa gestão dos fundos, não é possível sustentar o apoio europeu. Por estas razões, optei pela abstenção.
Motion of censure on the Commission
A moção de censura apresentada pelo Grupo The Left é desequilibrada e ideológica. Reduz a tragédia em Gaza a acusações unilaterais contra Israel, ignorando o terrorismo do Hamas e o direito de defesa de um Estado democrático. Esta manipulação fragiliza a credibilidade do Parlamento e banaliza conceitos jurídicos como «genocídio». Em matéria económica, o Grupo The Left acusa a Comissão de não ser suficientemente «verde». Para nós, o problema é inverso: políticas ecológicas desajustadas já destruíram competitividade, emprego e rendimento agrícola. O que a Europa precisa é de crescimento e segurança económica, não de dogmatismo climático. Também criticamos os acordos UE–Mercosul e UE–EUA, mas por razões muito diferentes. O Grupo The Left rejeita-os por motivos ideológicos e anticomércio; nós denunciamos a forma como foram conduzidos: com opacidade, sem mandato claro e em condições que sacrificam agricultores e PME em nome de concessões assimétricas. Rejeitamos maus acordos que colocam a Europa em desvantagem. Por isso, votei contra: a censura deve servir para responsabilizar as falhas evidentes da Comissão e não para importar agendas ideológicas.
2023 and 2024 Commission reports on Bosnia and Herzegovina
Votei contra este relatório por considerar que o mesmo apresenta uma abordagem desequilibrada e politicamente enviesada relativamente à situação interna da Bósnia e Herzegovina. O relatório envereda por uma demonização clara e reiterada de uma das partes constituintes do país, a República Srpska, contribuindo para a polarização interna e descredibilizando os Acordos de Dayton — base fundacional da paz e da estrutura institucional da Bósnia e Herzegovina. Além disso, a ausência de diálogo real e equitativo por parte das instituições europeias com todos os atores políticos relevantes da região, incluindo representantes legítimos da República Srpska, compromete o papel da União Europeia como facilitadora imparcial no processo de alargamento. Um processo de adesão credível deve assentar no respeito pela diversidade institucional e cultural, não na imposição de visões unilaterais. O relatório falha também ao favorecer uma lógica de alargamento acelerado, motivada por cálculos geopolíticos conjunturais (nomeadamente o conflito na Ucrânia), sem assegurar as devidas garantias institucionais, mecanismos eficazes de combate à corrupção ou a adesão plena aos valores e princípios da União Europeia. Por estas razões, votei contra este relatório, apelando a uma abordagem mais equitativa, realista e dialogante por parte da UE na região.
2023 and 2024 Commission reports on North Macedonia
Votei contra a resolução relativa aos relatórios de 2023 e 2024 sobre a Macedónia do Norte. Apesar de reconhecer alguns progressos técnicos no alinhamento com os critérios de adesão, o texto adota uma abordagem fortemente ideológica, ignorando as complexidades políticas e sociais do país. O relatório promove reformas estruturais que visam substituir a unanimidade pela votação por maioria qualificada em matéria de alargamento, o que representa uma ameaça à soberania dos Estados‑Membros. Contém ainda propostas que defendem agendas com as quais não concordamos, como a imposição de políticas migratórias «solidárias», interferência nos meios de comunicação e financiamento ideológico a organizações da sociedade civil. São inaceitáveis também as críticas a países membros da UE, bem como a insistência na agenda de género e LGBTI+. Acreditamos num processo de alargamento baseado no mérito e no respeito mútuo entre Estados. Este relatório falha em cumprir esses princípios.
Resolution on continuing the unwavering EU support for Ukraine, after three years of Russia’s war of aggression
A minha abstenção na votação da resolução «Continuação do apoio inabalável da UE à Ucrânia, após três anos de guerra de agressão por parte da Rússia» fundamenta-se em considerações de realismo político e coerência estratégica. A União Europeia tem mantido uma postura beligerante, o que compromete a sua posição como mediadora imparcial no conflito. Esta atitude reduz a nossa credibilidade ao reivindicar um lugar nas negociações de paz, uma vez que as partes envolvidas questionam a nossa imparcialidade. Adicionalmente, a resolução surge num momento em que se registam avanços significativos rumo à paz. Recentemente, a Ucrânia aceitou uma proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo de 30 dias com a Rússia, visando a restauração imediata da ajuda militar e a abertura de possibilidades para negociações de paz mais prolongadas. Neste contexto, considero que a resolução é extemporânea e não reflete adequadamente a dinâmica atual do conflito. É essencial que a União Europeia adote uma atitude mais pragmática e adaptada às realidades no terreno, contribuindo de forma construtiva para os esforços de paz em curso, em vez de perpetuar uma narrativa que pode já não corresponder à situação atual.
Resolution on the white paper on the future of European defence
O meu voto contra o «Livro Branco sobre o Futuro da Defesa Europeia» baseia-se na defesa intransigente da soberania nacional dos Estados-Membros, especialmente dos mais pequenos. A proposta de uma «União Europeia de Defesa» compromete a autonomia na formulação e execução das políticas de defesa, favorecendo a centralização sob uma estrutura supranacional. Esta situação conduz à diluição das especificidades e necessidades estratégicas de cada país, comprometendo a capacidade de resposta a ameaças específicas e à proteção dos interesses nacionais. Além disso, o histórico europeu demonstra que a diversidade de estratégias e políticas de defesa tem sido fundamental para a manutenção do equilíbrio de poder no continente. A criação de mecanismos conjuntos de investimento e aquisição de equipamento militar resulta numa concentração desproporcional de recursos e influência nas mãos dos Estados-Membros com maior capacidade industrial e financeira. Esta assimetria é contrária aos princípios de igualdade e solidariedade que devem orientar a União Europeia. Defendo que a cooperação em matéria de defesa deve ser voluntária, respeitar a soberania nacional e evitar qualquer imposição que comprometa a autonomia dos Estados-Membros.
Resolution on Russia’s disinformation and historical falsification to justify its war of aggression against Ukraine
Sem questionarmos o nosso apoio inabalável à Ucrânia e o compromisso firme com os valores democráticos e os direitos humanos, a nossa abstenção na votação desta resolução justifica-se pelo caráter polarizado e enviesado da proposta, com o qual não nos identificamos. Consideramos que a formulação do texto reflete um desequilíbrio que dificulta o diálogo e a cooperação internacional. Além disso, entendemos que a resolução se configura como uma ingerência inaceitável no âmbito da liberdade de expressão e no funcionamento de instituições que têm como missão garanti-la, o que pode estabelecer precedentes preocupantes. A nossa posição reafirma a necessidade de respostas que respeitem a pluralidade e o direito à informação livre e responsável.
Decision on setting up a special committee on the Housing Crisis in the European Union, and defining its responsibilities, numerical strength and term of office
A delegação portuguesa do CHEGA reafirma que a política de habitação é uma competência exclusiva dos Estados-Membros, e não da União Europeia, conforme estabelecido nos Tratados europeus. Defendemos que cada país possui características únicas e enfrenta desafios habitacionais específicos, que devem ser abordados no seu próprio contexto nacional e regional, respeitando o princípio da subsidiariedade. Rejeitamos qualquer tentativa de extensão dos poderes da UE sobre a política habitacional, incluindo a criação de comissões parlamentares para monitorização excessiva ou imposição de medidas padronizadas que ignoram as diferenças entre os Estados-Membros e aumentam a burocracia e o poder das instituições europeias. Soluções uniformes são inadequadas para lidar com uma crise tão diversa na sua origem e impacto. Propomos ainda que, em Portugal, se realize um levantamento dos imóveis devolutos pertencentes ao Estado e às Autarquias, priorizando a sua afetação às necessidades habitacionais, especialmente para jovens e pessoas em situação de maior vulnerabilidade. Esta abordagem respeita as especificidades nacionais e reforça a soberania dos Estados-Membros na gestão das suas crises habitacionais. Por estas razões, votámos contra qualquer resolução que vise centralizar competências habitacionais na UE, reafirmando o nosso compromisso com os princípios da subsidiariedade, da soberania nacional e do apoio social.
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